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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Restauração em Aveiro


A cidade de Aveiro tem, desde ontem, um espaço exclusivamente dedicado aos ovos moles e à doçaria tradicional: a Oficina do Doce. Situada em pleno centro da cidade (junto ao Canal Central, perto da Rota da Luz), quem visitar este espaço terá oportunidade de conhecer toda a envolvente histórica associada ao típico doce aveirense e a outros tantos doces conventuais da região.
Além de ser possível apreciar uma exposição composta por artefactos relacionados com o ex-libris da cidade e de assistir a um filme didáctico sobre os ovos moles, os visitantes podem ver, ao vivo, a sua forma de fabrico mais tradicional. Os mais arrojados poderão, mesmo, aventurar-se pela arte da doçaria à moda antiga, procedendo ao enchimento e corte destes doces, bem como provar o resultado da sua criação.
Um circuito que culmina na Lojinha do Doce, onde é possível adquirir, além dos ovos moles, artesanato representativo de Aveiro. Rui Almeida, sócio-gerente da Fabridoce, a empresa mentora do projecto, justifica a criação deste espaço com os inúmeros pedidos de visita às instalações da fábrica, “quer por parte de escolas, quer de instituições de seniores, entre outras entidades”, no sentido de assistir, in loco, à confecção dos ovos moles. Vinte anos passados desde a fundação da empresa, e tendo em conta os critérios de higiene e segurança cada vez mais exigidos, a Fabridoce entendeu ser altura de criar um espaço exclusivamente dedicado à divulgação deste processo.
A Oficina do Doce estabelece, ainda, parcerias com a Ecoria – Empresa Turística da Ria de Aveiro, a Vista Alegre e a Fábrica Centro Ciência Viva, “para que, quem visite Aveiro, possa visitar a Oficina do Doce, dar uma volta de barco e visitar o Museu da Vista Alegre”, explica Rui Almeida.
O espaço pode ser visitado das 10 às 19 às horas, por dois euros por pessoa (menores de cinco anos não pagam, e crianças dos 6 aos 12 anos pagam apenas 1,5 euros).
Fonte: Diário de Aveiro
Para saber mais, consulte: http://www.oficinadodoce.com/home.htm

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Pão-de-ló de Ovar



Ingredientes:
10 Gemas
5 Claras
150g de açúcar
70g de farinha com fermento




Preparação:

Ligue o forno a 180º. Forre uma forma redonda com papel-manteiga e reserve.
Misture as gemas com as claras e o açúcar e bata até obter um creme espesso e volumoso. Junte a farinha aos poucos e mexa com uma colher de pau, de baixo para cima, e envolva bem.
Verta a massa na forma, já forrada com papel-manteiga, e leve ao forno durante 30 minutos.
Nota: se, ao abanar a forma, sentir que a massa de dentro ainda não está totalmente cozida não se preocupe, porque depois de frio, não vai ficar tão húmido como parece. O pão-de-ló deverá ficar com uma fina camada de ovos-moles que lhe dará um paladar irresistível.




Vamos às contas...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Doçaria de AVEIRO

      A região de Aveiro, para além de apresentar uma variedade gastronómica de saborosos pratos tradicionais de peixe e carne, é conhecida pela diversidade e riqueza da sua doçaria, na qual se destacam os Ovos Moles, as Raivas, o Pão-de-Ló de Ovar e os Pastéis de Águeda. A história das respectivas receitas está envolta em mistério: a sua origem tanto é atribuída ao Convento das Carmelitas como ao Convento de Jesus, mas têm sem dúvida origem conventual.
     Os Ovos Moles de Aveiro são um doce muito conhecido e apreciado. Já Eça de Queiroz, em Os Maias, lhes faz referência: "São seis barrilinhos d’ovos moles de Aveiro. É um doce muito ‘chic’ ... Pergunte V. Exª ao Carlos. Pois não é verdade, Carlos, que é uma delícia, até conhecido lá fora?"
 Ainda hoje é possível encontrar locais em que a receita original e os processos de confecção não se alteraram: são os pequenos detalhes, como o uso do forno a lenha, a panela de cobre, de taças de barro e a colher de pau, que lhe dão o verdadeiro sabor.

As Raivas têm uma tradição com mais de 200 anos. A forma deste biscoito é uma espécie de flor desajeitada, tendo na sua base ingredientes como a farinha, os ovos, a manteiga e o açúcar. Apesar de parecerem de fácil confecção, as Raivas exigem uma experiência de longa data na sua execução, para assim manterem o sabor e a forma, que as distingue.